Segunda empresa deixa superlaboratório criado com o apoio do governo federal

O superlaboratório Orygen, criado em maio do ano passado para produzir medicamentos biotecnológicos (feitos com células vivas) considerados estratégicos pelo governo federal, teve sua segunda baixa.

Dessa vez, foi a farmacêutica Cristália que deixou a joint venture. No começo deste ano, o laboratório Libbs anunciou sua saída. Restam agora Biolab e Eurofarma.

A coluna apurou que a ruptura não foi amigável e decorreu de atritos entre as sócias na gestão da companhia. A Orygen informou que a decisão foi de comum acordo.

Biolab e Eurofarma passam a ter 50% de participação cada uma. Elas confirmaram que continuarão com a estratégia inicial, que inclui aporte de cerca de R$ 500 milhões na construção de uma fábrica e no desenvolvimento de produtos. Com a cisão, no entanto, o projeto deve atrasar.

O foco de trabalho da Orygen são quatro medicamentos usados no tratamento de câncer e de artrite reumatóide, cujos mercados movimentam R$ 2 bilhões por ano no país.

O governo é praticamente o único comprador desses remédios e apoiou a criação do superlaboratório para tentar diminuir seu deficit no setor --hoje só multinacionais fabricam as drogas.

A ideia inicial era formar uma única joint venture com oito farmacêuticas. Desavenças acabaram gerando dois grupos: Orygen e Bionovis.

 

Fonte: Folha de S. Paulo