Firjan projeta mais recursos para o setor de petróleo e gás e a indústria farmacêutica

A visibilidade que o Rio de Janeiro ganhou com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, além dos avanços na exploração do petróleo na camada pré-sal e as perspectivas quanto ao campo de Libra, fizeram com que aumentasse em 86,5% o volume, em reais, de investimentos no estado no período de 2014-2016 ante 2010-2012. O balanço faz parte do estudo Decisão Rio Investimentos, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan),que traz um mapeamento de todos os projetos públicos e privados previstos para serem desenvolvidos no estado na temporada de 2010 a 2016.

Para este triênio, 2014 a 2016, o cronograma de aportes é da ordem de R$ 235,6 bilhões e envolve 108 projetos com previsão para saírem do papel nessa temporada.

Deste total de projetos, 20% se referem a novos planos, como o Terminal Ponta Negra,em Maricá, da DTA Engenharia, orçado em R$ 1,2 bilhão.

Para Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira,presidente da Firjan, os dados refletem o aumento da confiança do empresariado, nacional e estrangeiro, e o bom momento do Rio no cenário mundial.

“Nossa indústria está melhorando com essas obras de infraestrutura e portos. Além disso, a marca do Rio de Janeiro está mais do que forte”, disse ontem Eduardo Eugenio, durante coletiva na Firjan para a apresentação do estudo. O presidente da federação destacou ainda as grandes empresas estrangeiras que se instalaram ou vão expandir as atividades no estado nesse triênio: sete no total. Juntas essas companhias vão aplicar R$ 5,9 bilhões.

O bom momento da economia fluminense é confirma do pela evolução do Produto Interno Bruto.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB Real do Estado do Rio cresceu 6,2% entre 2010 e 2011, ante 2,7% de Minas Gerais, 1,1% de São Paulo, 2,8% da Região Sudeste, e 2,7%do Brasil.Em reais, foram gerados no estado R$ 462,3 milhões em 2011, dado mais recente.

“Os investimentos no Rio de Janeiro não estão restritos à cidade e nem aos eventos esportivos”, apontou Júlia Nicolau, economista da Gerência de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan. Nesses próximos três anos, estão previstos R$ 37,8 bilhões a serem aplicados na capital, enquanto o interior deve receber R$ 54,8 bilhões.

Segundo a economista, o setor de petróleo e gás natural vai continuar puxando o crescimento do estado nos próximos anos.

Só da indústria petroquímica são esperados R$ 20,9 bilhões em investimentos nesses próximos dois anos, R$ 14,8 bilhões a mais do que no triênio anterior (2012-2014). No entanto, é a indústria farmacêutica que vai fazer a diferença para a economia fluminense.

“O avanço é identificado pelo investimento de R$ 1,4 bilhão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio da Bio-Manguinhos para a construção do polo de processamento de vacinas e biofármacos em Santa Cruz, Zona Oeste da capital. Além dela, está prevista a expansão das atividades da farmacêutica B. Braum, em São Gonçalo”, disse.

Para se ter uma ideia da expansão do segmento no estado, no intervalo de 2010 a 2012 a indústria farmacêutica investiu R$ 33,3 milhões.

Na temporada de 2012 a 2014 houve uma expansão pequena, de R$ 40 milhões. Para 2014-2016, os investimentos chegama R$ 1,6 bilhão.

 

Fonte: Brasil Econômico