EUA recomendam pílula que previne HIV para grupos de risco

Autoridades de saúde dos EUA lançaram ontem (14) diretrizes que recomendam que americanos saudáveis com alto risco de contrair o HIV tomem uma pílula diária para prevenir a infecção pelo vírus.

As diretrizes dos CDCs (Centros de Controle de Doença e Prevenção) pedem que médicos prescrevam a chamada profilaxia pré-exposição para homens gays que fazem sexo sem preservativo, heterossexuais com parceiros de alto risco (como bissexuais), pessoas que fazem sexo regularmente com alguém que esteja infectado e pessoas que usam drogas injetáveis.

Em 2012, a FDA (agência que regula medicamentos nos EUA) aprovou o uso do antirretroviral Truvada para a prevenção do HIV em homossexuais e homens bissexuais com alto risco de contrair o vírus. No mesmo ano, os CDCs recomendaram, ainda de forma provisória, que médicos prescrevessem o Truvada para homens gays e também para heterossexuais com maior risco de ter HIV.

O novo anúncio é uma forma de reduzir o número de novas infecções no país. Cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com HIV nos EUA e há cerca de 50 mil novas infecções por ano. Os CDCs estimam que 275 mil homens gays sem o vírus e 140 mil casais heterossexuais sorodiscordantes possam se beneficiar da medida preventiva.

Desde 2010, três estudos com o Truvada mostraram que, quando usada diariamente, a droga reduz consideravelmente as chances de infecção. O medicamento é considerado seguro, com efeitos colaterais que incluem dores de cabeça e de estômago e perda de peso. Efeitos raros incluem danos hepáticos e renais.

 

Fonte: Folha de S. Paulo