EMS cria grupo para concentrar novos negócios

O empresário Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração da farmacêutica EMS, anunciou ontem a criação do Grupo NC, que abarcará todos os negócios da companhia. O anúncio foi feito durante a inauguração de laboratório Novamed, na Zona Franca de Manaus.

Essa nova unidade, que foi inaugurada oficialmente ontem, recebeu investimentos de R$385 milhões. A fábrica terá capacidade de produção para 1,5 bilhão de comprimidos por mês. “Essa unidade vai produzir medicamentos para os outros laboratórios do grupo”, disse Sanchez. A Novamed está preparada para uma futura expansão, na qual dobrará a atual capacidade.

Durante o evento de inauguração, Sanchez oficializou a criação de seu novo grupo, que terá quatro frentes de negócios. Os ativos farmacêuticos, composto pelas empresas EMS, Germed, Legrand e Novamed, além de CPM e Natures, está agora sob o guarda-chuva do NC Farma.

A EMS, que era a holding para as empresas do grupo, tem sob seu controle ainda a Brace Pharma, sediada Maryland, nos EUA. A Brace é o braço internacional da farmacêutica, que recentemente anunciou duas parcerias – uma com o laboratório francês BioAlliance e o outro com a Iroko Pharmaceutical, dos EUA, para licenciamento de medicamentos inovadores para serem comercializados no Brasil.

Além da NCFarma, foram criadas a NC Invest, que buscará novos investimentos, e a NC Par, que terá agregará empresas na qual o grupo já tem participação acionária, caso da Bionovis, joint venture entre EMS, Aché, Hypermarcas e União Química para produzir biossimilares. Os negócios de incorporação imobiliária ficam a cargo abaixo da ACS.

O empresário afirmou que quer reduzir o peso dos negócios farmacêuticos no faturamento do grupo nos próximos anos. A companhia faz parte de um dos consórcios que foram formados para participar da licitação da Nova Tamoios, que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte paulista.

Quem ganhar a licitação vai ser responsável pelo gerenciamento de toda a rodovia durante 30 anos e responsável por sua duplicação no trecho de serra.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo (por Mônica Scaramuzzo)