"Movimento de aquisições de farmas no Brasil será menor"

cesar-reginfoO movimento de fusões e aquisições envolvendo farmacêuticas brasileiras ficou no passado. Cesar Rengifo, presidente da multinacional GlaxoSmithKline (GSK), acredita que as transações no setor serão pontuais e voltadas para mercado de nicho, principalmente em empresas que desenvolvam medicamentos inovadores. A GSK, que recentemente concluiu uma operação de troca de ativos com a suíça Novartis, reforçando sua área de vacinas, disse que não está focada em aquisições no Brasil.

 

O mercado brasileiro não é mais atraente para as multinacionais?

O Brasil é um dos principais mercados entre os emergentes para a GSK. No ano passado, a subsidiária brasileira faturou cerca de R$ 3 bilhões, com crescimento de 23,5%. Neste ano, o crescimento será menor, mas acima de dois dígitos. No entanto, a receita em dólar no Brasil recuou, mas o país é muito importante para a GSK.

 

Há alguns anos, a GSK chegou a analisar os ativos do Aché, mas não foi adiante. Há chances de fazer aquisição no país?

Neste momento, não temos interesse em fazer aquisições no Brasil. Temos interesse de fazer transferência de tecnologia e temos parceiros importantes como Fiocruz, Funep e Instituto Butantã, sobretudo para vacinas. Também vamos investir cerca de R$ 30 milhões para a construção de um centro de distribuição no Rio de Janeiro. As obras devem começar no fim do ano e devem ficar prontas até o fim de 2016.

 

Quais os novos medicamentos que a GSK deve trazer para o país?

Temos em desenvolvimento uma vacina para dengue, ainda na fase 1, além de outras voltadas para meningite, e um amplo portfólio de produtos para o país, sobretudo na área respiratório, no qual temos liderança.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo