Entrevista com o presidente executivo Celso Braga

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Com uma trajetória de mais de 40 anos na indústria farmacêutica, o presidente executivo do Sinfar, Celso Braga, fala do seu primeiro mês no novo cargo, das iniciativas que pretende desenvolver e dos desafios que o aguardam.

Com um discurso consistente, afirma que o Sindicato e seus associados devem estar mais próximos e que o segmento farmacêutico fluminense precisa ter mais destaque no cenário nacional. “É preciso fomentar e divulgar o que é feito aqui no Rio de Janeiro. É um projeto que chamo de Do Rio para o Rio”.

Como o senhor recebeu o convite e como encara este novo desafio profissional?
Foi bem interessante. Eu sou farmacêutico de formação e venho de um ciclo de 40 anos na indústria. Percebi que poderia iniciar uma nova etapa, somando o meu conhecimento à grande experiência já existente. Foi sem dúvida uma grata coincidência: a minha vontade de fechar um ciclo na indústria e o surgimento de uma nova possibilidade aqui no Sinfar. Juntamos as duas expectativas e a partir de então, se inicia um trabalho que, com certeza renderá bons frutos.

Uma de suas atribuições é o relacionamento institucional com as empresas associadas, com a Firjan, órgãos do governo etc. Há alguma agenda pensada com ações para serem discutidas com estas instituições?Para Celso, a indústria farmacêutica fluminense precisa de visibilidade
Neste período de um mês, já participamos de uma reunião no Ministério da Saúde, junto com as demais entidades, discutindo fatos relevantes que afetam os negócios farmacêuticos no país. O pontapé inicial foi muito bom. Pude participar de eventos importantes onde foram discutidos temas relevantes para o segmento. Queremos, na realidade, que o Sinfar tenha voz nas discussões e decisões que envolvam a indústria farmacêutica. Além disso, precisamos estar mais próximos da distribuição, do varejo, das instituições e da academia, para que possamos dar ao nosso associado aquilo que ele espera do Sinfar.

Como o senhor vê a atuação do Sinfar em prol dos interesses dos profissionais das empresas farmacêuticas do Estado do Rio?
Existe uma relação muito forte do Sinfar com o sindicato que regulamenta os trabalhadores da indústria farmacêutica. Temos que fortalecer esse vínculo, dando continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido.

Ficou claro que o senhor pretende trabalhar para devolver ao Rio a sua importância junto à indústria farmacêutica do país. Como viabilizar este projeto que, consequentemente, fortalecerá o papel do Sinfar?

Estou muito motivado com a perspectiva de dar a visibilidade que o Rio de Janeiro merece no âmbito do segmento da indústria farmacêutico brasileira, contando com os nossos colaboradores e associados. É preciso reforçar a participação do associado, que é fundamental para que o nosso projeto tenha corpo e possa se desenvolver. O sindicato nada mais é do que a voz dos seus associados. Nosso projeto hoje é trabalhar junto a eles estimulando a sua presença e participação nos processos de decisão do Sinfar.

 

Jornalista: Rodrigo Costa Pereira